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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Poder de decisão

Por Mário Henrique Trentim

Quando você decide e se compromete com sua decisão, vai sentir que as coisas começam a fluir tranquilamente. Especialista explica a razão.
Há um fenômeno chamado de "paralisia de análise", que nada mais é do que aquele estado de indecisão (ou talvez até estado de choque) que se sente frente às inúmeras opções. Se você parar para pensar, somos bombardeados por informações e estímulos de uma maneira cada vez mais frenética, o que está criando um "vício por urgência" e um "medo de decidir". A urgência nos mantém ocupados tempo suficiente (talvez 24 horas por dia), de modo que não tenhamos que tomar decisões verdadeiras, uma vez que não temos tempo para pensar nelas. Isso me lembra os quatro quadrantes de Stephen Covey* divididos por Importância versus Urgência. Passamos a maior parte do tempo resolvendo ou pensando em urgências que não tem a menor importância.
Retornando ao medo de tomar decisões, Jeffrey Stibel escreveu recementemente na Havard Business Review que a melhor abordagem para a vida é tomar decisões rápidas, decisões-teste que buscam melhorias incrementais a partir das informações disponíveis e perseguem o desejo de inovar, aprender e melhorar. É mais ou menos o ciclo P-D-C-A, sendo que o Plan fica após o Do-Check-Act. É uma ótima filosofia: fazer, inspecionar e adaptar.
Anthony Robbins afirma que decidir (do latim decidere = cortar) significa tomar uma opção, escolher, e extirpar todas as outras. Isto é, uma vez que você decidiu seguir em frente, parar ou falhar não é mais uma opção. Então vá em frente! Cada passo causa um desequilíbrio, mas é isso que nos mantém em movimento para frente, mais ou menos como o "failing foward" de John Maxwell.
Quando você decide e se compromete com sua decisão, toma ações massivas para atingir seu objetivo, planeja e modifica suas abordagens de modo flexível, sempre mantendo a perseverança no seu foco, vai sentir que as coisas começam a fluir tranquilamente. Por quê? Porque você desenvolverá não apenas o poder de tomar decisões, você estabelecerá uma autoconfiança própria, que é a credibilidade sua frente ao seu Eu. Ou seja, você toma decisões e segue em frente, o que torna você uma pessoa confiável e capaz para você mesmo. Veni, vidi, vinci.
Certo, entendo. O leitor pode estar balançando a cabeça negativamente agora e pensando “por que esse cara acha que entende meus dilemas?”. Bem, eu não tenho essa pretensão. O que posso te dizer é que não há bala de prata nem solução mágica. Porém, também não há mal que sempre dure. A ação sempre vem de dentro.
É claro que existem vantagens genéticas, sociais, financeiras etc. Sim, existem pessoas que tiveram melhores condições, ensino de qualidade e por aí vai. Mas e daí? Pense em quantas outras pessoas, contrariando todas as expectativas, conseguiram vencer e se superar. A lista é enorme, vou citar alguns que admiro: Lance Armstrong, Warren Buffet, Madre Teresa, Nelson Mandela.
Não importam os obstáculos que você tem pela frente nem os traumas que você tenha sofrido no passado. No fundo, ninguém é normal e cada família e núcleos sociais tem suas disfuncionalidades. Somos P E S S O A S, com as mais diversas imperfeições. Errar não é feio nem ruim, é humano e deve ser usado para aprender.
Decidir é a solução. E o seu foco deve estar na solução, não desperdiçando energias com o problema. Viva em dias (day-compartment ou time-box). O que posso fazer hoje para melhorar um pouquinho? Se você ficar se preocupando com o futuro ou o passado, perderá o presente. Certa vez ouvi um conselho interessante a respeito do jogo de tênis: “Se você tivesse certeza de que não há nenhuma possibilidade de perder o jogo, como você jogaria?”.
O jogo está ganho para mim antes de começar, como eu jogaria? Eu jogaria da melhor maneira possível, sem me preocupar em errar, teria jogadas mais arriscadas e bonitas, auto-confiança. Embora eu continue sendo aspirante a jogador de tênis, melhorei. Porém, o que melhorou mesmo foi a minha vida. Porque agora eu vivo na certeza de que tenho que viver como se a vida estivesse ganha; não vou perder de forma alguma e estou livre para fazer as melhores jogadas, tomar todas as minhas decisões, voltar atrás e progredir (“failing foward”!)... não fico mais paralisado (“analysis paralisys”) com medo de errar.

E você?

Mário Henrique Trentim (Diretor da iPM Consult – Consultoria Inteligente. Professor e coordenador dos cursos de MBA da CEDEPE Business School em Gerenciamento de Projetos. Membro voluntário do PMI Pernambuco da Diretoria Adjunta do Chapter - http://linkedin.com/in/trentim / mario.trentim@ipmconsult.ca)
*Nota do autor: Vale a pena ler First Things First, COVEY.

Fonte:  HSM Online 20/09/2010

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Coaching: banalização prejudica aplicação de ferramenta em empresas


Termo muito difundido nos últimos anos, forte ferramenta para a capacitação de profissionais de variados segmentos e níveis, o Coaching tornou-se fundamental para empresas, empresários, executivos e equipes que buscam alinhar estratégias e crescer em determinada área, profissão, ou, mesmo, conquistar mercado.
Antes das empresas ou profissionais fazerem uso desta técnica é preciso saber exatamente quais são os objetivos da organização ou do profissional em questão. O papel do coach é de facilitador na busca pela realização das mudanças necessárias. Potencializando suas escolhas e contribuindo para melhorar o desempenho diante de determinadas situações.
De acordo com o Relatório Final do Estudo de Cliente Global de Coaching da International Coach Federation (ICF – Federação Internacional de Coaching), as empresas que utilizaram (ou ainda utilizam) o coaching profissional por motivos comerciais obtiveram um retorno médio sobre o investimento sete vezes maior. Já nos casos dos clientes individuais, o retorno médio foi de 3,44 sobre o investimento.
Existem diversos modelos para a realização de coaching na área profissional. Para cada objetivo o coachee (cliente) é estimulado a traçar uma linha estratégica. No caso de um profissional almejar desenvolver certas habilidades, aperfeiçoar sua carreira em determinados aspectos ou buscar uma nova colocação profissional em sua área de atuação, é possível chegar a um resultado de metas em poucas sessões.
Exercer esta atividade dentro de empresas e junto aos profissionais dos mais variados níveis hierárquicos não é tarefa fácil. A banalização deste conceito complica ainda mais o trabalho dos profissionais compromissados, já que muitos aproveitadores ‘vendem’ o serviço sem saber executá-lo da forma adequada. Em muitos casos, as pessoas confundem este trabalho com terapia ou aconselhamento, o que é muito errado.

Cinco atitudes valiosas podem auxiliar muito os profissionais e empresas a traçarem suas metas e tentar idealizá-las, são elas:
1 - Estabelecer metas é essencial: parte dos fracassos na realização do coaching ocorre pela falta de escrever as metas e as datas que as mesmas devem ser alcançadas.
2 - Não deixe seu passado interferir nesta nova fase: como em diversas fases da vida, a ‘sombra do que passou’ pode interferir nas conclusões de algumas tarefas. Esqueça a zona de conforto.
3 - Como o maior beneficiário do processo será você, a responsabilidade é sua: muitos desejam ter sucesso na vida profissional e particular, porém, se por alguma razão a realização não for por completa, justificará que fatores externos o impediram. Isso é errado.
4 - Planeje os resultados esperados para o período escolhido: todos os dias visualize seu objetivo principal. Se o processo for longo, estabeleça etapas para serem cumpridas.
5 - Nunca pare de aprender: conhecimento aplicado à prática no dia a dia é fator crítico de sucesso para qualquer área ou objetivo. Ouse tentar acertar e errar. Lembre-se que existem diversos caminhos para chegar a determinado resultado, no coaching você é responsável por descobrir a rota mais apropriada


Roberta Yono Ebina (Consultora associada da Muttare, consultoria de gestão, fundada em 2002 - www.muttare.com.br. Roberta conduz treinamentos de construção de time e programa de formação de liderança e é qualificada em MBTI e processo de Executive Coaching).

Fonte:HSM Online

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Palestra Varejo Multicanal com Prof Claudio Lenga Goldberg FGV

Palestra Varejo Multicanal
Com o Professor da FGV Claudio Lenga de Goldberg 
Maceió 22 de julho de 2010.
Local: FAN Faculdade de Negócios de Alagoas

Resumo: Maria Elzlane dos Santos.


É preciso ter Foco.

Estamos numa transição do Varejo, vivemos uma desordem competitiva.

Se antes o consumidor vinha até o produto, agora é o produto que precisa ir até o cliente. É preciso usar multicanais de venda, mas sem perder o foco e a harmonia da comunicação entre os mesmos.

Chegamos à era das PARCERIAS ESTRATÉGICAS. Já não dá pra fazer tudo sozinho, o mercado ficou muito grande, e diversificado a concorrência surge de onde antes era inimaginavel. Academias vendem roupas, super mercados vendem até carros, lojas de boneca vendem moda feminina.

Surgem as Comunidades de Negócios e Alianças.
Ex: Casas Bahia e Tenda, que montou um apartamento decorado dentro de uma das lojas da rede. O efeito foi o posicionamento da construtora para o público das classes C e D que é a base da carteira de clientes das Casas Bahia e em contra partida, toda decoração do apartamento montado dentro da loja era com produtos da mesma, o que sugestionava o consumo dos mesmos.

Temos uma nova CLASSE MÉDIA, que representa 75% dos lares brasileiros. O foco que era na RENDA agora é no CONSUMO. Isso por conta da INFORMALIDADE presente, tanto na Economia (TOPO DA PIRÂMIDE), como no Mercado (BASE DA PIRÂMIDE). A renda informada já não diz muito sobre o quanto o indivíduo pode consumir, é preciso observar seus hábitos de compra.

A mudança no perfil do consumidor forçou a utilização de novas ferramentas de atração e o layout se apresenta como forma de posicionamento. Lojas de produtos populares utilizam ambientação de lojas de produtos mais chiques.


TENDÊNCIAS DO VAREJO

-Identificar os clientes mais rentáveis, foco na fidelização.

-Integração com outros canais de venda (MULTICANAIS)

-Ações promocionais – aprimoramento das técnicas de merchandising.

-Conectividade e Ativismo. Ou seja, o cliente participando do processo de criação de Valor do produto. CUSTOMIZAÇÃO. Para isso é preciso estabelecer um canal de comunicação onde o cliente possa expressar seus desejos e opiniões e criar as ferramentas para que o processo de co-criação de valor possa ser feito na prática. É preciso ENVOLVER o cliente (Ex. festas em salão de beleza, loja que faz todo processo de criação do bichinho de estimação, loja de bonecas com a cara da menina)

-PDV a última barreira do Marketing.


MULTICANAL

*Timing: antes o cliente vinha até nós, agora nós vamos até ele. O tempo mudou.

Antes existia o modelo de vendas: Indústria-Varejo-Consumidor.

Hoje, encontramos desde o modelo, INDÚSTRIA-DISTRIBUIDOR-VAREJISTA-CONSUMIDOR, até INDÚSTRIA- CONSUMIDOR: Ex.Dell.

Se a Indústria passou a vender direto ao cosumidor final, o Varejo também mudou. Depois da diversificação do portifólio agora é a vez dos canais de venda. É comum que uma mesma empresa possa vender seus produtos,ao mesmo tempo em loja física e pela internet, o que cada dia fica mais básico. Mas já existem marcas utilizando inúmeros outros modelos de canais de venda, a exemplo da Chilli Beans, que tem desde a loja física, internet, quiosque até loja itinerante.

IMPORTANTE: Alinhamento da comunicação entre os diversos canais.

Esse alinhamento ainda é muito falho nas relações no Brasil. É possível encontrar casos em que o consumidor adquire um produto pela internet e tenta trocar o mesmo na loja física da mesma marca e é informado de que isso não é possível. Em outros casos, são encontradas diferenças de preços para mais e para menos, entre as lojas e a internet.

Tudo isso causa DISSONÂNCIA COGNITIVA. Ou seja, uma quebra entre a promessa do produto/marca e a entrega. Quando a expectativa do consumidor não é confirmada. Algo sai errado ou no processo da compra ou na entrega do produto ou no pós venda. Isso ocorre por defeitos, ausência de itens oferecidos, desempenho diferente do prometido, mau atendimento, dificuldade de contato, entre outros. Ex: Você compra um produto na Polishop via TV e 0800 e se quiser trocar na loja física não pode. Não há conexão entre os dois canais.

Outro fator que pode trazer reações negativas na utilização de multicanais é a falta de integração interna na área de vendas. Por exemplo, quando a venda da internet não faz parte da venda da loja física, isso gera uma concorrência interna, pois é entendido pelo vendedor da loja como perda de venda para ele.

O ideial é que um canal de vendas reforce o outro, como é o exemplo de algumas empresas, onde é possível comprar na internet e retirar o produto na loja mais próxima, trazendo uma economia no frete para o cliente e incremento nas vendas para as lojas. É o chamado CROSS CHANEL.


MULTICANAL tem que ter:

• Consistência

• Execução

• Integração

Cada canal tem característica, vantagem e benefício específicos.

INTERNET: conveniência, informação, interatividade, atualização.

LOJA FÍSICA: contato, experiência, satisfação imediata.

PORTA-A-PORTA: comodidade, qualidade de impressão, catálago

Uma coisa é fundamental, seja qual for o canal de vendas, ele precisa provocar no consumidor uma experiência que atenda aos seus anseios, que vão muito além da compra do produto.

Para o sucesso em vendas nesse cenário é preciso partir de uma estratégia que combine o PENSAMENTO GLOBAL e o AGIR LOCAL. Ou seja, é preciso prensar grande, mas é necessário calcular o efeito das ações levando em consideração as informações do ambiente, a cultura de consumo em que se está inserido. O que dar certo para uma situação pode não dar em outra.

Então: PENSE ANTES DE AGIR!


Espero que tenham gostado. Eu adorei a palestra.
O Professor Claudio foi quem ministrou o módulo de Gestão em Vendas no MBA em Marketing que estou terminando e está entre os melhores professoes no rankign da FGV. Além de conteúdo esbanja bom humor e domínio de sala de aula.
Foi mesmo um prazer passar esses dias em companhia tão especial.
Um abraço a todos. Fiquem com Deus.
Elzlanne.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Líder distraído, negócio destruído!

Líder distraído, negócio destruído!


O que mata um líder é a distração. Distraiu: Destruiu.
Os grandes erros nas corporações é a tentação da distração.
Einstein o grande cérebro já dizia: “Atenção…. Existem números que podem ser contados, mas não contam. E números que não podem ser contados, mas que contam!” O gênio avisava para prestar atenção naquilo que conta, mas existem coisas que valem muito, e não são contadas. Numa empresa é notório observar que os números falam. O orçamento não vem sendo cumprido. As vendas não se realizam. A penetração, o “ticket médio” não ocorre como o planejado. Porém, os líderes não querem ver. Estão distraídos com as imagens das suas carreiras, com o fato de estarem num cargo de confiança, colocados lá por quem aprovou o plano, para fazer acontecer. Então a distração paralela toma um corpo gigantesco, o que passa a contar não é mais a empresa, mas outros aspectos. O resultado invariavelmente é a destruição do empreendimento, ou uma gigantesca reforma, onde todos são demitidos, ou mesmo o negócio é “vendido” para um concorrente que passa a fazer certo, aquilo que já devia ter sido feito há muito tempo.
A distração é nossa ruína. Na vida pessoal também. Trocamos o foco de um projeto de alto valor por uma palavra paralela, por uma briga sem sentido, por cismar com alguma pessoa, ou por ficar andando atrás dos barquinhos de papel, enquanto um super porta-aviões passa e não vemos.
A principal missão do líder é ser o guardião do foco (poderia ser do fogo, da luz…). Cabe ao líder tocar as campainhas, soar as trombetas quando a empresa, a equipe, o executivo, ficam distraídos com muita coisa que pode ser contada, olhada, gerenciada. Mas são as coisas que nada ou pouco contam para o sucesso empresarial, ou da organização pública.
Se a liderança se distrai a empresa se destrói.
Você tem andado muito distraído ultimamente? Se sim, cante a música dos Titãs e preste atenção no “core” da sua empresa e da sua vida: “….. O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído!” Que este não seja o seu epitáfio. A contabilidade revela o que muitos não desejam enxergar, por andarem distraídos demais.

Jose Luiz Tejon
Prof Pós Graduação ESPM/FGV e Doutorando em Educação.
Autor de 14 livros – Palestrante e Diretor da TCA Internacional.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

SE ESCONDENDO EMBAIXO DO COBERTOR

Acabei de ler esse texto no blog do Tejon e achei que seria interessante dividir com vocês.
Bom dia! Bjs. Vamos a Luta!

SE ESCONDENDO EMBAIXO DO COBERTOR



Muitos de nós achamos que podemos evitar os perigos da vida fechando os olhos e nos escondendo debaixo do cobertor… As crianças fazem isso…
Não podemos nos esconder do mundo tapando os olhos ou não querendo ver, ouvir, sentir. Já sabemos… Todas as provações e provocações são bemvindas. Fazem parte dos estímulos para o aprendizado da vida. Nada deve ser considerado indesejado. Se não nos apaixonamos pelo problema não vamos encontrar a solução que habita na sua profundidade.
Outro dia fui falar com uma especialista sobre um problema psiquiátrico de um grande amigo meu. Contei ao doutor o problema e disse, essa pessoa tornou-se desagradável, não assume sua doença mental, trata todos mal, critica, grita, virou uma pessoa desgovernada, sem rumo, não trabalha mais, gasta dinheiro que não tem…. esse amigo, disse para o doutor, é um peso para todos, e todos se afastam dele. Vim saber com o senhor o que pode ser feito para ajudar uma pessoa que não quer se ajudada.
Com o diagnóstico inicial o médico recomendou que em última instância, precisaríamos até realizar uma internação involuntária. Fiquei chocado. Poderemos chegar nesse ponto , perguntei? Sim. - Mas que terrível eu disse, acho que não estou preparado. E o médico falou, isso pode significar salvar esse ser humano da morte. Então num momento de fraqueza da minha parte, reclamei: Mas puxa doutor, por que logo eu precisaria ainda passar por mais essa na minha vida?! E as palavras do psiquiatra foram de um reconforto sensacional. Ele disse: por que talvez, você precise aprender com isso, para poder ajudar a salvar muita gente com o mesmo problema.
Nada que nos apresenta a vida pode ser considerado uma desgraça que não merecemos, face a algo muito desagradável, reconsidere. Olhe pelo aprendizado e pela força excepcional que você terminará por adicionar a sua própria vida.

Abraço do Tejon.

domingo, 11 de abril de 2010

Personagens e máscaras profissionais

Copiei este texto do site da HSM, pois ele me fez lembrar de uma conversa que tive esta semana, sobre profissionais de oferecem além do que podem e alguns que montam verdadeiros "personagens", histórias montadas com fotos e documentos que nem sempre representam a verdadeira experiência dos mesmos.
Mas, conversando sobre isso com dois amigos meus ele me fizeram ver que, "personagens" não resistem a perguntas efetivas e casos reais, a máscara logo cai.
Melhor ser o que se é de verdade e construir uma carreira sólida, sem pressa demais.
Gestão

Como selecionar um consultor

Referências rápidas para saber como escolher a contratação deste tipo de profissional. Um empresário procura um consultor e lhe pergunta:

- Quanto cobram para realizar uma consultoria?

O consultor responde:

- Primeiro encaminhamos uma proposta e em seguida cobramos 5 mil dólares para responder a três perguntas.

- Mas isto não é caro demais? – questiona o empresário.

- Pode ser – responde o consultor. – E qual é a sua terceira pergunta?

Tal como em qualquer atividade, na consultoria existem os bons e os maus profissionais.

Para evitar que você se arrependa após pagar a fatura, existem algumas dicas simples que, postas em prática, poderão ajudar a selecionar um bom consultor.

Antes de tudo, tente aprender os aspectos básicos do seu problema, assim como conhecer as opções para a sua solução.

Obtenha informações junto a especialistas – dentro ou fora da empresa – e teste o candidato a consultor, fazendo a ele perguntas sem sentido. Se ele concordar, é uma boa oportunidade para despachá-lo de volta para o lugar de onde veio.

Desconfie dos supostos resultados milagrosos. Faça perguntas objetivas e exija respostas objetivas. Não aceite “eu acho”, pois, como diziam Vadico e Noel Rosa: "Quem acha, vive se perdendo!"

Peça exemplos comprovados. Caso não existam, então os resultados não são assim tão extraordinários.

Evite os termos muito técnicos. Peça que lhe explique a solução por meios simples. Caso este consultor insista em não o fazer, pergunte-se como será possível que ele transmita suas idéias às pessoas que a irão implementar.

Finalmente, naquela situação clássica em que o consultor começa a recitar uma lista impressionante de clientes que ele "salvou", peça apenas que apresente você a um deles. Se a lista não for verdadeira, é provável que ele comece a gaguejar ou invente qualquer desculpa.

O que fazer? Agradeça e procure um consultor profissional. Esse aí só serve para dar palestras de motivação.

Por Abraham Shapiro é consultor e coach de líderes. E-mail: shapiro@shapiro.com.br.

HSM Online

23/04/2009

domingo, 4 de abril de 2010

o segundo hábito das pessoas altamente eficazes


SEGUNDO HÁBITO


Enfim consegui terminar o segundo capítulo do livro que começei a ler há meses.

Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes.

O primeiro já postei quando terminei de ler. É que o autor nos orienta a passar o conhecimento a diante em pelo menos 48 horas, pois isso se parece com a preparação de um professor quando vai dar uma aula. Quando você lê algo que sabe que vai ter que transmitir para outro, busca guarda os detalhes e processar o conteúdo.

Vamos lá:

Primeiro hábito: De dentro para fora. Para mudar algo na vida é preciso primeiro mudar nossa percepção sobre isso.

Segundo hábito: Começe com o objetivo em mente.

Um plano, uma estratégia, é assim que devemos começar qualquer coisa em nossa vida, da mais simples até as mais complicadas tarefas e situações.

Outro dia ouvi no Mais Você com Ana Maria Braga uma mensagem que falava algo sobre isso, sobre o IMPULSO. Com o passar do tempo e toda essa cultura da velocidade ficou meio que “moderno” agir por impulso, não perder tempo. Ja agí muito assim e ainda o faço é verdade, mas a cada dia fico mais fã da música de Almir Sater “ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais”.

“devagar se vai ao longe”...tantas frases que ouvimos durante toda a vida.

“A pressa é inimiga da perfeição” e eu ansiosa que sou, como sei disso. Quantas vezes sou obrigada a repetir a frase porque ninguém entendeu, eu falo rápido demais.

Mas não é só de tempo que estamos falando, mas de visão, compreensão da situação, do objetivo, consciência. Onde queremos chegar? Qual o nosso objetivo e de que maneira pretendemos alcançá-lo?

Qual o nosso plano?

Pensemos num piloto. Ele por mais horas de voo que tenha na vida, a cada vez que vai decolar, precisa ler o plano de voo, checar todos os equipamentos, pensar no quê e como vai fazer.

Já pensou se os pilotos vivessem no “piloto automático”, agissem por impulso? Dá um frio na barriga só de pensar não é mesmo?

Mas por mais incrível que pareça a gente faz isso rotineiramente com a nossa própria vida.
Vivemos no piloto automático só respondendo às situações que nos são apresentadas, agindo por impulso... sem pensar, sem P L A N E J A R.

Hoje é domingo de Páscoa, um bom momento para revisar planos, recomeçar a história. Sinto o dia de hoje como o segundo primeiro dia do ano. Um dia de recomeçar não o ano, mas a vida.

Pensemos de novo. Quantas vezes você parou no seu domingo a tarde para planejar a sua semana?
Se divertiu na sexta, no sábado, foi a praia no domingo e a tardinha foi começando a organizar sua mente e as coisas ao seu redor para uma excelente semana, uma semana como você P L A N E J O U?

.............

Se a gente nem planeja, como vai alcançar alguma coisa?

Faz sentido não é?

Entra segunda, vem domingo....e quando a gente vê o ano passou e não fomos a academia, não fizemos o curso de inglês, a dieta, o trabalho do MBA, aquela visita que ficamos devendo desde que o filho de um amigo nasceu, etc , etc...

Com o tempo e tanta PROCRASTINAÇÃO, nos sentimos cansados, pesados.

Mas como, se não fizemos nada? Exatamente isso, fazer nada cansa muito mais que fazer muitas coisas. Estar em movimento é muito mais agradável, muito mais natural a nós, seres humanos VIVOS.

O peso do que não fizemos, do que não tentamos, do que não vivemos, é árduo e curva nossos ombros e costas. Machuca a coluna e a alma.

COMEÇE COM UM OBJETIVO EM MENTE.

Que tal planejar a semana que já começou hoje?

Fiquem com Deus.

sábado, 13 de março de 2010

As desculpas clássicas

Fonte: http://www.veja.com.br/

Carta ao Leitor


As desculpas clássicas

13 de março de 2010

Os corruptos da política pegos em flagrante delito em todos os tempos e latitudes não costumam dar o braço a torcer facilmente. Reconhecer o erro e prontificar-se a ser punido nunca são, é óbvio, as opções escolhidas. A reação imediata deles é recorrer à combinação de características que, em grande parte, os levou a fazer sucesso na atividade. A saber: o dom da retórica, o poder de dissimulação, a forte autoestima, a noção de que as versões podem valer mais do que os fatos e a certeza maquiavélica de que se honra e honestidade regessem o mundo eles próprios não teriam chegado aonde chegaram.

VEJA TAMBÉM REVISTAS ABRIL MAIS INFORMAÇÕES

A capa de VEJA

da semana passada: às revelações da revista se seguiram o sofisma e a dialética a serviço do encobrimento do erro

A vida pública brasileira tem sido palco constante desses exercícios de cinismo. Isso vem se repetindo previsivelmente desde a semana passada, quando VEJA revelou que caminha para o desfecho o inquérito em que João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, cotado para a mesma função na campanha presidencial de Dilma Rousseff, é acusado de numerosos crimes – entre eles o desvio de dinheiro público e privado para a formação de caixa dois eleitoral.

Bastou a capa de VEJA chegar à casa dos assinantes e às bancas para que Vaccari e seus correligionários sacassem do bolso do colete as redondilhas já tornadas clássicas nos escândalos dos sete anos de governo petista. Diante das provas dos crimes compiladas pela promotoria e reveladas pela revista, os envolvidos saíram-se com as seguintes desculpas:

■ O assunto é velho e foi requentado.

■ A motivação é eleitoreira.

■ A culpa é da imprensa.

■ Nossos adversários fazem a mesma coisa.

■ No Brasil só se dá destaque anotícia ruim.

Doravante VEJA vai listar as desculpas dadas por corruptos pegos com a boca na botija nas categorias acima. A revista convida os leitores que encontrarem outras dessas pérolas a compartilhar seus achados no site VEJA.com.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Para quem eu trabalho?

Recebí o link dessa matéria no twitter. Não é que esse negócio tem me trazido coisas boas?
Vale a pena ler. @empreendedor. Muito bom.

Para quem eu trabalho?

por Marcelo Gonçalves

Vivemos um momento em que o mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Algumas qualificações profissionais consideradas diferenciais no passado passaram a ser obrigatórias. Possuir fluência em inglês, MBA, pós-graduação e outros cursos de especialização já não é mais garantia de empregabilidade. Então, como construir uma carreira sólida, sustentável e que, independente do atual emprego, permita ao profissional se manter ocupado?
Antes de responder à pergunta anterior, devemos nos perguntar: Para quem eu trabalho?
Muitos responderão o nome do seu líder ou da empresa. E é nesse exato momento que começamos a notar a diferença entre um profissional com uma carreira de sucesso e outro que apenas sobrevive às diversas crises.
Enquanto o profissional não mudar sua forma de pensar e parar de considerar que trabalha para "alguém", é muito provável que ele se sinta explorado, ou comece a refletir diversas vezes durante o dia que não é remunerado adequadamente para uma determinada ocupação. Dessa forma, é inevitável que tire o pé do “acelerador”, fazendo o mínimo possível para não ser disponibilizado ao mercado, termo que prefiro utilizar em lugar de demitido.
Então, a resposta não parece simples, mas é importante pensar em quem é o responsável pelo seu Curriculum Vitae (CV). Certamente, a partir daí, você poderá chegar à conclusão de que a cada dia construímos um pouco mais nosso CV. Dessa forma, se deixar de produzir um dia, não tenha dúvidas de que amanhã vai acordar valendo o mesmo que hoje, entretanto, estará menos competitivo, pois novos profissionais ingressam todos os dias no mercado de trabalho e provavelmente trazem experiências que você deixou de adquirir.
Não há segredos: somos remunerados pelo conhecimento que temos e, principalmente, pela forma como utilizamos esse conhecimento. É importante destacarmos que caso você receba uma proposta para a qual será remunerado por um valor muito superior ao que sabe que "vale" no mercado, não pense apenas que tirou a sorte grande, pois é muito provável que existirão riscos e, infelizmente, por olhar apenas para o salário, não conseguirá percebê-los, entrando em uma "linda piscina gelada".
O profissional que quer construir uma carreira sólida e conquistar o sucesso sustentável deverá ter sempre em seus pensamentos a importância de se ser paciente para esperar o momento certo de ser promovido; respeitar a todos colaboradores, independente do cargo que ocupam; ter postura para servir como exemplo e referência; estudar muito e motivar a equipe para que faça o mesmo. Dessa forma, terá tudo para construir uma carreira de sucesso, mas que poderá ser bruscamente interrompida se o profissional pensar que é simplesmente o cargo que ocupa.
Construa tudo isso, mas nunca aja com arrogância, pois a soberba mata a carreira de qualquer profissional. Ética, transparência e dedicação são três palavras simples, mas que fazem a maior diferença.

Marcelo Gonçalves é sócio-diretor da BDO Trevisan